<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4685106399819602285</id><updated>2011-11-27T22:10:11.015-03:00</updated><category term='férias'/><category term='lições de vida'/><title type='text'>Marcos Freixo</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://marcosfreixo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4685106399819602285/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcosfreixo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Marcos Freixo Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07478976642890969068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GN-t-EEH7xQ/SM8rwG7pmnI/AAAAAAAAAA4/OnYfKMfc8sc/S220/eu.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>4</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4685106399819602285.post-9050717993880530595</id><published>2009-07-22T18:22:00.004-03:00</published><updated>2009-07-22T18:30:38.477-03:00</updated><title type='text'>O pequeno Pablo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Vendo o primeiro significado do nome, temos "Estatura baixa". Assim é o pequenino Pablo, um menino de dez anos com uma história sei que bastante corriqueira em qualquer lugar do nosso país, mas que Deus resolveu que eu deveria conhecer de perto ontem a noite.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br&gt;Antes devo falar como fui levado a cruzar o caminho de Pablo. Estou de dieta há três meses, já perdi sete quilos, o que comemoro bastante. Ontem à noite, quando estava no escritório, senti uma fome e um desejo de comer um cachorro-quente e fui a uma boa lanchonete, bem freqüentada na área da lagoa, onde eu poderia chegar a pé.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Havia caído uma forte chuva assim que cheguei ao estabelecimento. Pedi o tão desejado lanche. Então chega ao local um menino molhado, que andava invisível entre as mesas, pedindo que alguém comprasse um dos chocolates que ele vendia. Bairro nobre, talvez fosse esperado por ele vender alguma coisa, mas isto não aconteceu, e assim chegou a minha vez. Complicado dizer isso, mas esta situação é tão comum que nossa primeira reação é tentar despachar o transeunte, e eu não sou nenhum grande exemplo de samaritano: – não amigo, hoje estou só no cartão, estou sem trocados! – disse eu, olhando para os chocolates que já estavam moles. – Então o senhor pode comprar um lanche pra mim? Ainda não almocei hoje...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Depois que você é pai, é inevitável fazer a comparação de vidas, e meu coração se esfacelou na mesma hora. Sei que pelos padrões religiosos, de freqüentar igreja, rezar e tudo mais, poderiam até dizer de mim que eu vivo longe de Deus, mas eu não tenho a menor dúvida de que foi Ele que me motivou a ir aquele lugar, pois comer um cachorro-quente pra mim era sair do regime, mas a fome que precisava ser saciada não era a minha, Ele sabe que eu pagaria o lanche ao menino.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;– Senta aí! – disse ao garoto apontando para uma das cadeiras da minha mesa, mas ele resolveu sentar em outra mesa logo ao lado e respeitei sua defensiva, assim chamei a garçonete, a mesma que já havia me atendido antes, pedi o mesmo cachorro-quente que já havia pedido, e o refrigerante deixei a escolha dele que optou por uma coca-cola. Vi um sorriso no rosto da funcionária, ainda assim preferi esperar ele terminar de comer para finalmente ir embora e garantir que ele comeria como qualquer um que ali estava.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Calado e surpreso, ele ficou de costas esperando. Perguntei seu nome e ele disse: – Pablo. Eu querendo saber mais sobre o Pablo fui fazendo perguntas e assim iniciamos uma conversa. Ele havia me dito que era o filho do meio e que tinha quatro irmãos. São dois irmãos bem pequenos, outro de dezesseis anos e a mais velha que trabalhava de diarista. Morava com eles, a mãe e o padrasto. Vivem com uma renda de pouco mais de quatrocentos reais do padrasto cuja metade fica só com o aluguel da casa. A irmã diarista, gasta todo seu dinheiro consigo mesma e o de dezesseis anos o Pablo disse que não quer nada com a vida e só arruma problemas. O pequenino estuda pela manhã, e é com o dinheiro da venda dos chocolates que ele compra material escolar. O problema é que pra começar a vender a sua caixa de bombons, precisa primeiro pedir dinheiro na rua, entretanto a maioria das pessoas pensa que é para ele cheirar cola.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Tão pequeno e tão cheio de iniciativa. Não há zona de conforto, não há porto seguro, foi o que ele me fez refletir. Ou faz assim, ou não tem a chance de mudar seu destino. Me arrependo de não ter deixado meu número de telefone para o caso do garoto precisar de mais alguma ajuda. Agora, não sei como será o restante da história de Pablo, mas como foi Deus que através de mim lhe deu comida, significa que ele não poderia estar em melhor companhia, desta forma tenho fé de um dia vê-lo brilhando por aí no meio de tantas trevas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4685106399819602285-9050717993880530595?l=marcosfreixo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcosfreixo.blogspot.com/feeds/9050717993880530595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4685106399819602285&amp;postID=9050717993880530595' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4685106399819602285/posts/default/9050717993880530595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4685106399819602285/posts/default/9050717993880530595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcosfreixo.blogspot.com/2009/07/o-pequeno-pablo.html' title='O pequeno Pablo'/><author><name>Marcos Freixo Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07478976642890969068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GN-t-EEH7xQ/SM8rwG7pmnI/AAAAAAAAAA4/OnYfKMfc8sc/S220/eu.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4685106399819602285.post-2114071128404975759</id><published>2008-11-28T00:21:00.007-03:00</published><updated>2008-11-28T01:14:10.209-03:00</updated><title type='text'>O papel de um diário</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Engraçado, passei por uma situação nas últimas semanas que me mexeram de uma forma que não acontecia há muito tempo, desde a adolescência pra ser mais exato, e que provocou uma avalanche mental em mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Vou tentar colocar cada pensamento em ordem. A primeira coisa a comentar é a vontade que me leva a escrever neste momento. Falar de algo que você quer conversar com uma pessoa, ou melhor, "a pessoa", mas que por vários motivos, e nem todos vou querer citar, prefere nem tocar no assunto porque é algo em que ela é quem deveria pensar a respeito. Escrever aqui talvez seja algo como desabafar coisas que você não gostaria de compartilhar mas não vê a hora de alguém encontrar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Bom, o fato é que tive a sensação de estar me apaixonando por uma pessoa e isso não me acontece tempo "quase" suficiente pra esquecer como é estar apaixonado. E esta coisa adolescente que nos vem a tona me altera de um jeito que eu mesmo não gosto. Não gosto porque já fui casado durante sete anos e compromisso é algo que ainda me deixa pensativo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu me conheço muito bem, quando estou assim fico fácil de ser manipulado e é outra coisa que me desconforta muito. Meu lado romântico começa a expulsar a razão pra fora da cabeça e no meio deste ópio que a emoção proporciona você começa a acreditar em coisas que só uma mente entorpecida é capaz de imaginar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Só que eu sei como isso termina. Viciada, a mente apaixonada faz o coração sofrer com uma dor que ele parece gostar de sentir e isso nos torna mais frágeis e mais impulsivos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Você deve estar se perguntando se isto significa que nunca vou querer me apaixonar. É difícil responder depois de comparar a paixão com vício mas é claro que quero, todos querem se apaixonar, mas a questão é: por quem?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Acho que existe um perfil e todos nós já o criamos e ele deve ser respeitado porque foi um modelo que criamos quando estávamos sóbrios. É no momento de lucidez que sabemos com maior exatidão o que é pode nos fazer feliz de fato. Tenho certeza que todos querem se deliciar diariamente do vinho cujo álcool esquenta nossas veias, prolonga nossas vidas, e que ao contrário de outra "droga", nos arrasa em poucos dias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Pra não prorrogar ainda mais meus pensamentos, chega o momento de dizer que certas frases, demasiadamente usadas por aí, por mais populares que sejam, tem seu fundamento:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Cada panela tem sua tampa"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Cada coisa tem sua hora"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Quem me tem como opção não pode ter prioridade"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Todas falam por si, e aqui termina meu &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;lúcido &lt;/span&gt;desabafo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4685106399819602285-2114071128404975759?l=marcosfreixo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcosfreixo.blogspot.com/feeds/2114071128404975759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4685106399819602285&amp;postID=2114071128404975759' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4685106399819602285/posts/default/2114071128404975759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4685106399819602285/posts/default/2114071128404975759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcosfreixo.blogspot.com/2008/11/o-papel-de-um-dirio.html' title='O papel de um diário'/><author><name>Marcos Freixo Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07478976642890969068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GN-t-EEH7xQ/SM8rwG7pmnI/AAAAAAAAAA4/OnYfKMfc8sc/S220/eu.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4685106399819602285.post-5882228538633269014</id><published>2008-09-14T16:41:00.023-03:00</published><updated>2008-09-16T01:13:53.298-03:00</updated><title type='text'>Lições de férias - Capítulo 2</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É, eu sei que já se passaram mais de 6 meses pra voltar a escrever, tempo suficiente para deixar morna a história da minha viagem a Pernambuco. Todavia, vejo-me na obrigação de dar continuidade a mesma já que prometi isto no texto anterior. Então, segue.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  A decisão de ir a Pernambuco veio no momento em que comprava a passagem de retorno a São Luís. Um das opções oferecidas pela GOL em sua página, e mais barata, fazia uma escala no Recife. Percebi que se eu fosse ao Recife pra depois partir para São Luís, estaria gastando pouco mais de cem reais a mais do que se fosse direto e pensei: -por que não? Afinal, ainda me restam quatro dias de férias! Decisão tomada, passagens compradas.&lt;br /&gt;O avião aterrissou. Mala na mão, mochila nas costas, e um aeroporto já bem conhecido por mim de algumas conexões tempos atrás. Pela primeira vez iria ultrapassar a porta da frente e finalmente conhecer a capital do frevo mas..., e agora? Sozinho?&lt;br /&gt;Resolvo ligar para uma grande amiga que estava morando por lá. Além de noiva (entendam este comentário como: possível ciúme do noivo dela), é uma pessoa extremamente atarefada em seu trabalho, não teria tempo para passar o fim de semana comigo, trabalha em uma grande empresa. Me apresentou os principais pontos da cidade, iniciando pela praia de boa viagem, terminando na Localiza. Localiza?&lt;br /&gt;É, já que eu estava ali mesmo, não tinha onde ficar, em uma capital famosa por sua violência, logo tomei mais uma decisão importante, que foi a de ir a Porto de Galinhas. Sim, só eu e Deus.&lt;br /&gt;Aluguei um carro e parti para Porto. Tinha um mapa na mão vagabundo daqueles que são distribuídos gratuitamente no aeroporto. Juntando isto a uma informação errada passada por um frentista filho de uma distribuidora de prazer masculino, e o que aconteceu é que quase fui parar em João Pessoa!&lt;br /&gt;-Meu amigo, você está todo errado! -sorrindo disse o policial rodoviário quando o questionei sobre a distância restante a tal cidade paradisíaca. -O senhor está indo literalmente para o norte quando deveria ir para o sul -completou. Cem quilômetros consertados, estava agora no caminho certo mas muito desconfiado, fazendo o máximo possível para não errar novamente a rota e chegar a tempo de ver pelo menos o pôr-do-sol daquela tarde de sábado de céu limpo.&lt;br /&gt;Nem acreditei quando vi. Lá estava Marcos Freixo na tão sonhada Porto de Galinhas, que tantos amigos já haviam conhecido e elogiado. Cidade simples, pacata, e com praias lindíssimas, até parece saída daquelas novelas da Globo, de histórias de surfistas e pescadores. O mar azul de dar raiva, vai te lascar!&lt;br /&gt;Procurei um lugar para me hospedar porém, não poderia ser muito caro, naquela altura eu já estava preocupado com o tanto que já havia dispendiado desde o Rio de Janeiro. Assim achei uma pousadinha perfeita: cama, chuveiro, e ar condicionado por sessenta reais a diária. Pra melhorar só... Fui cuidar então do "só...". Tomei um banho, vesti uma roupa do tipo "sou surfista desde os sete anos de idade", afinal, eu era um turista.&lt;br /&gt;Saí da pousada e fui ver a praia mais de perto. Entardecendo e arrumado, banho de mar ficou mesmo para o dia seguinte, claro. Mas foi lá que fiquei sabendo de uma apresentação de Gabriel o Pensador liberada pra todo mundo na praia de Maracaípe ali perto. Cheguei no fim mas foi muito bom assim mesmo, pois havia muita gente bonita e a música eletrônica tomou conta da festa patrocinada pela Skol. Conheci uma portuguesa lá, acompanhada de uma amiga também da terrinha.&lt;br /&gt;Aliás, no centro da pequena cidade, estrangeiros somos nós brasileiros. Os idiomas mais diversos tomavam conta das sonoras e tumultuadas conversas a todo redor, e foi lá que deixei as duas portuguesas. Também sozinhas, combinamos de nos encontrar na mais badalada "casa noturna" de Porto, uma tal de Biroska, cuja a entrada custava vinte e cinco reais.&lt;br /&gt;Não tinha nome mais apropriado o tal lugar. Tá certo que os turistas vieram pra ver o calor do Brasil, mas o inferno acho que ninguém tá afim de conhecer não. Era um ambiente tão quente que fazia o valor pago pra entrar parecer ser de mais de mil reais. Acho que eu suava até pelas unhas, e elas então coitadas... dava até pena. Mesmo assim, depois de muita luta e cara feia pra os outros, consegui um espaço próximo a um dos ventiladores industriais. Com muitas vodcas, dançamos e nos divertimos muito, mas após um momento de distração perdi as "raparigas" de vista (calma, lembre-se que eram portuguesas, logo, é o feminino de rapaz). E pra não sair da rotina, de novo, só...&lt;br /&gt;Apesar do horário do meu retorno a pousada, acordei cedo. Fiz um passeio pela praia mas, sem ninguém, era realmente chato demais. Percebi que mesmo com o poder de decisão na mão, de dizer "pra cá" ou "pra lá", sem alguém que você conheça te acompanhando, particularmente é algo que, no mínimo, não estou acostumado. Entretanto, somente nesta situação nova que pude perceber isto. Já estava indo embora quando conheci um guia chamado Luciano.&lt;br /&gt;-Voltar? É domingo cara! Que horas é seu vôo? - perguntou-me o guia. Além de responder que deveria estar no aeroporto às três horas da manhã, expliquei o porquê de querer ir embora. -Mas a praia não falta gente meu amigo! Rapidinho você conhece alguém - ele queria ganhar o "troco" dele claro, mas não deixava de estar correto. O problema é que se eu topasse, ia ter que pagar mais uma diária do carro. -Cara, você veio até aqui, fez esse sacrifício todo, e vai voltar sem fazer um mergulho, sem passear de jangada... Vai falar o quê pros outros?- fui convencido desta vez.&lt;br /&gt;E fiz quase tudo que ele me sugeriu, só não fiz um passeio de bugre pela orla. Anchova frita, cerveja gelada, jangada, mergulho,... Que beleza! Agora sim, isto sim se parece com férias!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_GN-t-EEH7xQ/SM8xtmblPBI/AAAAAAAAABY/4I5WQgV2BFs/s1600-h/S7300625.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_GN-t-EEH7xQ/SM8xtmblPBI/AAAAAAAAABY/4I5WQgV2BFs/s320/S7300625.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5246466750390025234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O Luciano era um cara bacana. Percebi que ele tratava todos os outros tão bem quanto a mim. A todo tempo pessoas indicadas por ele vinham me perguntar se estava tudo bem, se eu precisava de alguma coisa e todas eram muito simples. Ele me fez conhecer também outros turistas e a sensação de solidão passou enfim. A tarde foi sumindo. Muitos reais depois, era hora de ir embora.&lt;br /&gt;Estava tudo muito bem, até que fiz a do dia: ao tirar a câmera do porta-malas do carro, para registrar uma última foto com a turma do Luciano, bati o porta-malas com a chave do carro dentro. Seja bem-vindo ao inferno Marcos Freixo!&lt;br /&gt;Depois de ligar para a Localiza, por mais que quisessem me ajudar, o custo seria alto demais para mandar um chaveiro, profissão que para um domingo, fim do dia, numa cidade relativamente afastada mas definitivamente interiorana, era difícil demais de se achar mesmo pela redondeza. E então o Luciano me prestou um último favor, me emprestando seu ponteiro de pedreiro, que pra quem não conhece, é uma ferramenta pontiaguda de ferro utilizada para demolir paredes. E assim quebrei o vidro do passageiro às dez horas da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_GN-t-EEH7xQ/SM8xCEZ2LVI/AAAAAAAAABQ/oSojq3mlXeY/s1600-h/S7300647.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_GN-t-EEH7xQ/SM8xCEZ2LVI/AAAAAAAAABQ/oSojq3mlXeY/s320/S7300647.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5246466002521566546" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Agora era estrada, a noite, e sem se perder, viu Marcos Freixo?&lt;br /&gt;Mais reais deixados na locadora de veículos, eu já estava dando era graças a Deus por estar no aeroporto mesmo que estivesse sujo, cansado e quase sem dinheiro. Era meia noite. Tentei descansar no saguão. Tenso demais, só relaxei mesmo quando entrei no avião que pra minha surpresa ia fazer escala aonde? Rio de Janeiro! Ai...&lt;br /&gt;A conexão no aeroporto Tom Jobim demorou mais três horas após a aterrissagem. O avião ainda iria a Fortaleza pra enfim chegar a capital do Maranhão. Cochilei no saguão entre as cadeiras, fazendo da minha mala um travesseiro. No avião, ainda mais surpresas: diretores e gerentes da minha empresa estavam no mesmo vôo. Eu estava uma lástima. Um deles veio conversar comigo, pois me conhecia, e a ele contei tudo que aqui está escrito, sempre frisando a palavra "Férias", afinal, eles que mandaram pagar isso tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço pra você. Na próxima eu vou contar mais histórias deste tipo. Até! ;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4685106399819602285-5882228538633269014?l=marcosfreixo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcosfreixo.blogspot.com/feeds/5882228538633269014/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4685106399819602285&amp;postID=5882228538633269014' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4685106399819602285/posts/default/5882228538633269014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4685106399819602285/posts/default/5882228538633269014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcosfreixo.blogspot.com/2008/09/lies-de-frias-captulo-2.html' title='Lições de férias - Capítulo 2'/><author><name>Marcos Freixo Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07478976642890969068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GN-t-EEH7xQ/SM8rwG7pmnI/AAAAAAAAAA4/OnYfKMfc8sc/S220/eu.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GN-t-EEH7xQ/SM8xtmblPBI/AAAAAAAAABY/4I5WQgV2BFs/s72-c/S7300625.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4685106399819602285.post-243577434055270990</id><published>2008-03-04T22:30:00.001-03:00</published><updated>2008-03-05T00:08:15.806-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lições de vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='férias'/><title type='text'>Lições de férias</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Engraçado, não costumo escrever qualquer texto desta forma tão pessoal. Mas é um Blog, meu Blog, e isto me dá poderes pra escrever como eu quiser. Como a maioria das coisas que decido fazer na vida, quando coloco na cabeça um dia acabo fazendo, como este Blog, eu resolvo passar minhas férias no RJ com direito a carnaval. Dentre muitas intenções, a principal talvez tenha sido fazer uma reflexão de tudo que já passei até o momento na minha vida, e ver o que sou e o que tenho hoje, e como gostaria estar nos próximos cinco a dez anos. O resultado não foi muito satisfatório no primeiro momento, até viajar sozinho para São Fidélis, a 320Km da capital, para me encontrar com meu avô que acabara de completar oitenta e um anos de idade, e eu estava sozinho desta vez.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Primeira coisa que percebi é o quanto sou dependente de companhias. A princípio a idéia de liberdade proporcionada pela palavra "sozinho" soava muito bem no início, mas com o tempo me lembrei da frase do meu amigo Wagner Serra que diz que "noventa porcento do prazer de tudo que você faz na vida está em contar para um amigo". Talvez nem ele tenha a noção da profundidade que pode chegar a sua própria frase. Vendo a região serrana lá no horizonte, pela janela do ônibus, sem ter alguém do lado pra dizer: "o que você acha de na volta passarmos por lá?" ficou meio frustante na minha cabeça, já que era um sentimento que por não ter sido compartilhado, morreu comigo. Esquisito...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Ao chegar na cidade, que é de uma paz enorme, transmite de cara uma segurança muito grande, me senti meio que em casa, e não me sentia assim desde que havia chegado na capital, e me perguntei: "será que desaprendi a gostar de grandes centros?". Percebi que eu estava exagerando mas foi algo que realmente rondou meus pensamentos.&lt;br /&gt;Cheguei a casa dos meus avós. Lá uma nova sensação me insurge de forma contundente: "Meu Deus, o tempo não apenas não pára, mas passa em uma velocidade estúpida". Ver meus avós, meus tios, primos e seus filhos, depois de quase seis anos, foi uma experiência meio alarmante para uma pessoa que ainda tem muitos planos que se quer foram iniciados na prática. Por isso a ordem este ano é agir. Já imaginei tudo, já sei como poderá ser, mas enquanto não agir não passarão de sonhos.&lt;br /&gt;Saí de São Fidélis com a impressão de que já estou atrasado e que por isto mesmo tenho que corrigir todos os problemas que provocam mais atrasos na minha jornada, como por exemplo os meus excessos. Mas como é difícil classificar algo como excesso...&lt;br /&gt;A melhor experiência de auto conhecimento ainda estaria por vir, na viagem para Pernambuco totalmente sozinho, viagem que até hoje me faz questionar se foi um gasto, ou um investimento. Mas sobre esta viagem eu vou escrever depois pois na verdade, estou apenas começando meu Blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço pra você.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4685106399819602285-243577434055270990?l=marcosfreixo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcosfreixo.blogspot.com/feeds/243577434055270990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4685106399819602285&amp;postID=243577434055270990' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4685106399819602285/posts/default/243577434055270990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4685106399819602285/posts/default/243577434055270990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcosfreixo.blogspot.com/2008/03/lies-de-frias.html' title='Lições de férias'/><author><name>Marcos Freixo Filho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07478976642890969068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_GN-t-EEH7xQ/SM8rwG7pmnI/AAAAAAAAAA4/OnYfKMfc8sc/S220/eu.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
